segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Nosso colega Tolstoi!

O escritor russo Leon Tolstoi gostava muito de jogar xadrez. Além da barba, temos também em comun este amor sem fim à deusa Caíssa!

E a barba cresce ...!

Esta foto foi tirada no último sábado, quando entreguei o prêmio de vice campeão do Torneio Taça Cidade de João Pessoa ao talentoso Renato Araujo. Percebi que a barba cresceu muito, mas felizmente não estou sozinho, porque figuras que admiro como Bobby Fischer, Dostoievsky , Pedro II,  Leon Tolstoi, Charles Darwin e Victor Hugo  eram adeptos também.

 Dostoievsky, Fischer, Pedro II, Tolstoi, Darwin e Hugo.






Tomaz brilha no fim de semana!

Melo (candidato a presidente da FPbX,,  Tomaz (campeão de dois torneios no
 fim de semana)  e Petrov (atual presidente da FPbX).
Foto tirada por Genildo Gomes, em Guarabira.
Por FERNAND O MELO
(Dedico este artigo ao Mestre Antonio Sobral)

Depois de vencer o Aberto de João Pessoa, no sábado, 8,5 em 9 pontos possíveis, Luís Antonio Tomaz voltou a vencer outro torneio no dia seguinte (domingo, 20). Trata-se do IV Open Chess, no Shopping Cidade Luz, em Guarabira, sob a direção de Jociel Iordan, com 5,5 pontos em 6. Como vimos, em ambos ele ganhou de forma invicta cedendo apenas um empate, um em cada torneio. 

O seu nível de conhecimento chegou a tal ponto que hoje quando ele joga um torneio na Paraíba, espera-se que ele erga a taça, o que não é mais surpresa para ninguém. Quem ganhou? Foi ele! Tomaz? Sim! Ele deve ir jogar em setembro próximo o torneio de Alagoa Grande. Alguém tem dúvida de que ele ganhará?

Estivenos fazendo parte da delegação de João Pessoa neste torneio em Guarabira, que contou também com Petrov Baltar, Genildo Gomes, Ivanilson Pereira, Antonio Dutra e Valdemiza Gurgel.  Apesar de ter jogado, meu foco foi mesmo os contatos políticos, já que estou em campanha para a presidência da Federação Paraibana de Xadrez.

Washington(E), Augusto (C) e Fernando Melo numa reunião proveitosa
E entre esses contatos, registro com prazer minha conversa com  um dos líderes da região polarizada por Solânea, Washington Luis (a foto registra ele me dando informações valiosas sobre o xadrez em sua região, sendo assistido pelo jovem Augusto Alves - boné amarelo). Foi um encontro bastante proveitoso, ao ponto de acertarmos uma Simultânea naquela cidade brejeira, ministrada por Luiz Tomaz e que deve reunir cerca de 20 enxadristas da região, em um domingo, em local e data a ser definido.

Para esse evento, além do simultanista, irei eu como diretor, Ivanilson Pereira como árbitro e Genildo Gomes como treinador de Tomaz.

A ideia central desse encontro, é manter o intercâmbio entre a Capital e o Interior, como vem sendo desenvolvido pela Federação Paraibana de Xadrez na atual gestão de Petrov Baltar e que será dado continuidade na gestão que começa em janeiro do próximo ano. 

Os participantes do torneio em Guarabira:
Jociel Iordan (E) com demais dirigentes e organizadores.

Campeão: Luiz Tomaz, 5,5; 2º - Doriedson Lemos, 5,0; 3º/7º -Clebson Huan* , Rodrigo Córdula, Fabson Palhano, Joebson Souza, Antonio Dutra, 4,5;  8º/14º - Douglas Torres, Antonio Gomes, Ricardo Lucena, Adiran Souza, Lincon Robert, Washington Luis e Petrov Baltar, 4,0: 15º/16º -   Leandro Costa e Rodrigo Canonico, 3,5: 17º/26º - Pedro Luciano, Natácio Gonçalves, Ivanilson Pereira, Antonio Sobral, Marcov Robertov, Fernando Melo, Fabio Jales, Kleber Kanuto, Sinval Junior e Cleiston Amaral, 3,0: 27º/30º - Elton Jhon, Antonio Batista, Carlos Henrique e Valdemiza Gurgel, 2,5; 31º/37º - Leonardo Lacerda, Joel Sobral, Luciano Santos, Leonardo Nogueira, Genildo Gomes, Klebson Andreson e Augusto Alves, 2,0; 38º - Diniz Gonçalves; 39º/41º - Genival Moreira, Adailson Pereira e Saulo de Tarso, 1,0: 42º - Josue Jorge, 0,0.
* Clebson Huan, de Picuí, foi a revelação do torneio, ocupando o podium em terceiro lugar.

domingo, 20 de agosto de 2017

Obrigado, Kasparov!


Eis um momento de grande celebração! Ter a oportunidade de ver Kasparov participando novamente do xadrez competitivo foi algo especial para todos nós, súditos de Caíssa. O desafio em Saint Louis (EUA), em competições de Rápido e Blitz, propiciou ao eterno campeão mundial, lenda vida do xadrez, enfrentar um elenco de estrelas do jogo dos reis, na atualidade, que só não ficou perfeito pela ausência de Magnus Carlsen, presente apenas nas disputas de xadrez clássico do evento.

Devemos confessar que, por motivos profissionais, não acompanhamos ao vivo as partidas de Kasparov, porém o prazer não foi menor em perceber que o Ogro de Baku estava ali, naquelas horas em plena atividade, contra nomes como Aronian, Karjakin, Caruana, Nakamura, Anand... 

Kasparov sendo Kasparov!
Vez por outra, entrávamos no grupo do Reino de Caíssa, no Whatsapp,  e desfrutávamos dos comentários dos colegas, que podiam seguir os jogos ao vivo. Também fotos e vídeos eram compartilhados no grupo, principalmente para mostrar as famosas "caras e bocas" do idolatrado campeão! 

Era mesmo fascinante se aperceber que ainda hoje Kasparov estava jogando xadrez para valer, aos nossos olhos e para nossa imensa emoção e satisfação!

E como foi seu desempenho, afinal? Confessamos que não buscamos uma análise mais detalhada do seu nível de jogo, por parte dos especialistas, porém, a sensação mais geral é a de que Kasparov sofreu um pouco para conseguir regularidade nas partidas e para fazer valer as vantagens que conquistava, cometendo imprecisões nos cálculos, talvez até pelo frequente apuro de tempo com que se deparava, próprio de quem estava sem ritmo de jogo a tanto tempo. 

Refutação de Navara surpreende Kasparov! 
Ainda assim, queremos crer que os erros e imprecisões são algo natural em competições de Rápido e Blitz, até mesmo no xadrez de alto nível! A esse propósito, Kasparov foi vítima e algoz em pelo menos dois momentos marcantes em Saint Louis. Num momento, não conseguiu ver a refutação ao seu ataque na partida contra Navara, que lhe custou o ponto e lhe provocou uma reação típica de inconformismo, com gestos de notório desapontamento. 

Le Quang Liem entrega torre a Kasparov!
Todavia, noutro instante foi contemplado com a vitória, após um inacreditável erro de Le Quang Liem, que simplesmente lhe entregou uma torre de graça, causando perplexidade de Kasparov, também percebida pelos espectadores!

Em termos absolutos, entendemos que a performance de Kasparov foi até mesmo mais positiva do que o esperado! Decerto que ele somou 3,5 pontos no Rápido, ocupando a última posição. Porém, no Blitz, disputado em dupla volta, alcançou 9 pontos, terminando em 5º lugar. No agregado, portanto, acabou em 8º lugar, com 16 pontos (o Rápido foi duplamente valorado), à frente de Anand e de Navara. 

Apesar de toda a reverência que o Ogro de Baku detém, tido por muitos como o maior enxadrista da história, não parecia muito realista acreditar que ele pudesse lutar diretamente pelo título do torneio. Afinal, a juventude e a atividade dos seus opositores haveriam, em tese, de se fazer prevalecer. Também não queríamos crer que Kasparov teria uma participação vexatória, incapaz de medir forças com as estrelas atuais do xadrez mundial. Afinal, como diz aquele brocardo "quem é rei, nunca perde a majestade!"

Desempenho de Kasparov no Blitz
Sua participação em Saint Louis, portanto, mostrou sim que Kasparov foi, é e sempre será o grande campeão que encantou e influenciou uma geração inteira de enxadristas mundo afora. Afinal, entendemos como magnífico ele conseguir arrancar vitórias e empates contra os maiores nomes da atualidade. Não custa lembrar, inclusive, que, no resultado geral, Kasparov saiu invicto contra Nakamura, Anand e Dominguez Perez (Vejam os quadros ao lado, obtidos no chess-results).

Desempenho de Kasparov no Rápido
E como tudo o que é bom dura pouco, o evento em Saint Louis ocorreu em apenas 5 dias. Segundo o Chessbase, Kasparov teria afirmado que essa seria sua última competição oficial no xadrez! Só nos resta então desfrutar do sentimento de alegria que ainda nos domina, ante a magia de ter podido acompanhar o eterno campeão em plena atividade em nossos dias. Foi mesmo um presente especial para as antigas e as novas gerações. Vejam a seguir imagens, extraídas do site oficial do evento, que comprovam o sonho que se tornou realidade! Obrigado, Kasparov!




















sábado, 19 de agosto de 2017

Os ogros também envelhecem

Por Rewbenio Frota (*)


Há muitos anos, muito mais do que minha memória afetiva parece contar, eu começava a perceber a real dimensão que o xadrez tinha. Deixava de ser um jogo entre primos e amigos e mostrava sua faceta esportiva, com torneios, federação internacional e, claro, campeão mundial! Busquei saber o nome dele: Garry Kasparov!

Kasparov foi o homem a ser batido no mundo das 64 casas durante mais de vinte anos, boa parte deles como campeão mundial. Aposentou-se da prática competitiva clássica em 2005 (ainda com nº 1 o mundo) e só a partir de 2015 voltou a jogar competições rápidas, não oficiais, a título de exibição: as pessoas adoram ver os ídolos voltando à atividade que os consagrou!

O que o velho ‘Ogro de Baku’ esteve fazendo por todo esse tempo?

Ah, ele fez coisas não menos difíceis que se manter no topo do xadrez: tornou-se ativista político e opositor de Putin na Rússia; passou a promover o xadrez como ferramenta de apoio à tomada de decisões e ao aprimoramento pessoal; escreveu livros, o mais recente deles sobre o impacto da evolução das máquinas e da inteligência artificial (em seu sentido amplo) na vida humana, hoje e nos anos que virão. Os novos desafios que abraçou ampliaram o alcance de suas ideias e ainda levaram o xadrez junto; por mais que quisesse, não há como dissociar sua imagem à do jogo.

Após tantos anos sem competir oficialmente, Kasparov aceitou o convite para participar da etapa rápida e blitz do Grand Chess Tour, que se encerrou ontem. Um ato de coragem, é necessário admitir, pois enfrentar a elite atual, com nomes como Aronian, Caruana, Karjakin e Nakamura, mete medo em qualquer jogador ativo, imagine num veterano aposentado há 12 anos!

“Mas esperem, o veterano em questão é Garry Kasparov!”

Sempre se espera muito dele, como antes foi esperado de outros mestres que se ausentaram das competições por longos períodos. O mais famoso deles, Bobby Fischer, abandonou quase que completamente o jogo no instante seguinte à conquista do título mundial em 1972 e, até sua morte em 2008, sua áurea de invencibilidade permaneceu incólume.

Talvez a história de Fischer ainda ronde a mente do velho Ogro, que era fã do norte americano, e por isso mesmo ele tenha aceitado o convite, colocado sua cara a tapas, como se diz, ou mais propriamente, colocando seu rei a mates!

Kasparov não passou vergonha, mostrou vontade de vencer, ideias e jogadas aguçadas, mas deixou o peso do tempo agir de forma irrevogável! Não o peso de seus 54 anos, ou da longa inatividade, mas o tempo do relógio, que é inexorável! Quando a seta cai, ou o mostrador começa a piscar, é o fim. Assim, apurado de tempo em quase todas as partidas, estragou posições vantajosas e defendeu-se mal noutras em que podia ter salvo o meio ponto.

O espetáculo, porém, foi garantido. Milhares de pessoas seguiram as transmissões online do evento, que era coisa rara quando Kasparov ainda era campeão do mundo. Então, ainda mais que as jogadas no tabuleiro, valeu para rever os trejeitos da lenda, suas famosas caretas, seu olhar intimidador. Por um momento, pareceu que ele nunca esteve ausente.

Quando aparecerá novamente? Quem sabe? O velho Ogro levantou-se afinal, recolocou o relógio no pulso, pegou seu paletó e seguiu pensando nos lances que fervilhavam na ainda poderosa mente. Não nos deixe esperando demais, Garry, os velhos e jovens aficionados precisam ver mais da intensa paixão que emana em cada gesto teu perante o tabuleiro. O resultado aqui é o que menos importa: em termos de xadrez, você não tem mais nada a nos provar!
 

(*) Cronista e enxadrista cearense, radicado em Macaé (RJ), Rewbenio Frota é editor do blog Lances quase inocentes e colaborador do blog Reino de Caíssa.

Aberto do Brasil em Água Preta (PE) - 17.000 em prêmios!


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Bananeiras impulsiona o xadrez!

Por FERNANDO MELO
(Dedico este artigo ao Mestre Ubirajara Barros)

Douglas Lucena parabeniza os futuros enxadristas
A interiorização do xadrez na Paraíba ganha forte e decisivo aliado com a ação pronta e precisa do prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, ao lançar  na manhã de ontem, o Programa Fábrica de Gênios, o qual através da Secretaria de Educação será promovido nas Escolas Emília de Oliveira Neves, João Paulo II e Miguel Figueira, quando cerca de 80 alunos serão contemplados.
Alunos das 3 escolas assistem apresentação do programa


Conforme matéria da Assessoria de Comunicação daquele Município, "a intenção da Secretaria de Educação ao implantar o jogo de xadrez nas escolas é a desenvolver habilidades, tais como a memorização e o raciocínio lógico-dedutivo, com a finalidade de motivar e despertar o interesse dos educandos."
Secretaáio assiste Prefeito jogar a Bird (!!) com aluno.
E continua a nota: "Com o interesse no aprendizado do jogo haverá mais uma alternativa pedagógica e atraente para tirar os adolescentes das ruas e evitar que fiquem vulneráveis à violência. O jogo de xadrez nas escolas será implantado, primeira nas escolas com salas de aulas de 6ª a 9ª séries, com o intuito de desenvolver a capacidade intelectual dos alunos".

Peça solta!

Por FERNANDO MELO
(Dedico este artigo ao Mestre Sílvio Sá )


Toda vez que vejo uma peça solta, me vem logo a vontade de analisar se a mesma corre algum perigo. Vendo a partida entre o GM chinês Bu Xiangzhi e o russo Ian Nepomniachtchi, jogada pelo Mundial de Blitz 2016, no Qatar, vencido por Karjakin , com 16,5 em 21 pontos possíveis (Carlsen veio em segundo com a mesma pontuação), constato que ocorreu um exemplo bem didático.

Vejamos a posição: Brancas - Rg1, Te1, Db2, h3, c6. Negras - Rh7, Df4, Bf3, e7, e4, h6.

Olhando então o tabuleiro armado com as peças acima,  vem a pergunta: será que essa dama branca corre perigo? Para um jogador experiente, a resposta é fácil. Para um principiante certamente é difícil. Mas afinal, corre perigo ou não a tal dama branca?

Corre e muito! Um exame mais detalhado podemos constatar que em poucas jogadas o branco se vê forçado a abandonar para não ver sua dama capturada.

Vou deixar a resposta em branco. Peço ao leitor que está querendo conhecer o final, que tente um pouco mais. Caso não consiga, basta entrar no Chessgames.com e procurar que acha fácil a tal partida.

Aproveito esse momento e advertir os enxadristas para ter o máximo de cuidado com a peça solta. Ela foi, é e será sempre um perigo. Manter as peças em harmonia, conectada sempre e evite que fique desamparada. Caso contrário, corre um forte risco de ficar sem ela ou perder a partida. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Aniversário do Patriarca

Por FERNANDO MELO
(Dedico este artigo ao Mestre Antonio Resende)


 Hoje é o aniversário de nascimento do Patriarca do xadrez mundial. Estou falando de Mikhail Botvinnik, que completa 106 anos. Ele nasceu exatamente no dia 17 de agosto de 1911 e veio a  



Botvinnik (brancas) enfrenta Capablanca


falecer no dia 5 de maio de 1995, aos 83 anos. Esse título de patriarca mundial é de minha responsabilidade, da mesma forma que considero Miguel Najdorf como o mais amado e Miguel Tal como o mais querido.

A história do xadrez soviético tem  em seu nome o pilar mais firme.  É forte, muito forte, bastante forte a intromissão do poder político do seu país, na época em que a poderosa União Soviética mandava e desmandava. Jogadores como Keres e Bronstein, por exemplo, foram "aconselhados" a não ganhar para Botvinnik, por este representar o poder do xadrez naquela república.

Como jogador e estudioso, Botvinnik tinha muitos méritos. Várias vezes campeão do mundo. Foi um dos pioneiros no uso do computador no jogo de xadrez.  Foi professor dos 3 Ks (Karpov, Kasparov e Kramnik). Karpov que foi campeão do mundo em 1975 (Fischer não quis jogar), Kasparov foi campeão do mundo derrotando Karpov e Kramnik foi campeão do mundo derrotando Kasparov, e esses três sob o manto protetor do professor Botvinnik. Isso por si só basta para imortalizar Botvinnik.

Toda vez que lembro de Botvinnik, logo me chega à memória do seu único encontro com Bobby Fischer, ocorrido no dia 7 de outubro de 1962, na Olimpíada de Varna, Bulgária. Foi um embate histórico e que provocou muita polêmica nos bastidores do xadrez mundial. Dizem que Fischer chorou, protestando pelo fato de a partida ser adiada quando ele tinha posição ganhadora. Na época, Botvinnik era campeão do mundo  e Fischer um rapaz de 19 anos.

Ao final da vida, esse famoso enxadrista, que também foi um renomado engenheiro elétrico, tendo recebido várias honras em ambas profissões, já não recebia os louros a que estava acostumado. Em 1976 ocorreu um fato que merece registro aqui. Os grandes mestres soviéticos de então foram convidados a assinar uma carta condenando Victor Korchnoi como um "traidor" depois que ele desertou. Botvinnik evitou esse pedido, dizendo que queria escrever sua própria carta condenando Korchnoi. Mas como seu prestigio já não era o mesmo, isso lhe foi negado e seu nome não apareceu na lista. Que se registre a atitude de Spassky e Bronstein, que se negaram a assinar. 

Muito se pode dizer ainda sobre esse grande enxadrista, mas não quero me alongar. Tenho-o na conta dos 10 jogadores da minha lista preferida, encabeçada, evidentemente, por Bobby Fischer. E nessa lista, incluo com muito orgulho o brasileiro Dr. Luiz Tavares, o homem que me ensinou a amar o xadrez!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Unir para vencer!

Por FERNANDO MELO

(Dedico este artigo ao Mestre Fabson Palhano)


A vontade de desenvolver o xadrez da Paraíba a patamares nunca dantes desbravados nos enche de entusiasmo e coragem. Apoios importantes de lideranças estaduais de todos os recantos, nós dá a certeza de que essa missão será plena de sucesso.

Dizem que não se faz nada sem dinheiro. Acredito que não se faz nada quando não se tem ideias. O dinheiro é necessário, mas sem as ideias ele se torna inútil. Portanto, nessa nossa campanha pela presidência da Federação Paraibana de Xadrez, a ideia é o nosso maior patrimônio.

Estamos elaborando um Estatuto padrão para os Clubes de Xadrez em todo o Estado. Cada clube vai receber uma cópia e adaptá-lo à sua realidade. Mas antes, procuraremos conversar com cada dirigente de clube, a exemplo de Antonio Dutra (João Pessoa) Antonio Sobral (Alagoa Grande), Fabson Palhano (Campina Grande),  Fagner Lima (Baraúnas), Fernando Sá (João Pessoa), Francisco Cavalcanti (João Pessoa), Joaquim Junior (Esperança), Jociel Iordan (Guarabira), Luis Fábio Jales (Mamanguape), Severino Amâncio (Patos). Acredito que essa relação irá crescer mais e mais, graças ao apoio dos enxadristas, que certamente vão se pronunciar, estreitando assim esses contatos. 

Estamos, dentro das nossas condições, abrindo espaços e facilitando os meios. A Federação vai estar presente em todas as situações, ajudando no que for possível e contribuindo para que as metas dos clubes sejam plenamente satisfeitas.

Estamos desenvolvendo estudos para a elaboração do Calendário 2018, quando todos os Clubes filiados à Federação terão torneios e provas, tanto municipais como intermunicipais. Esse é um campo muito vasto. Torneio tradicionais como esse de Guarabira (domingo) e o de Alagoa Grande (setembro), por exemplo, serão incluídos no citado Calendário, a exemplo dos demais que já estão com suas datas elaboradas, como é o caso do Memorial Bobby Fischer, todo mês de março e o Torneio Cidade de Esperança, todo mês de abril.  

E assim vamos dando continuidade a essa partida, com todas essas variantes, na esperança de que o grande vencedor seja mesmo o xadrez da Paraíba!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Os clubes de xadrez da Paraíba

Por FERNANDO MELO
(Dedico este artigo ao Mestre Francisco Cavalcanti)


Presidir a Federação Paraibana de Xadrez com o apoio dos enxadristas do meu Estado é o meu desejo. Nada farei se não for para o fortalecimento desse nobre jogo, nada farei que possa contrariar a nossa deusa Caíssa. Estou confiante dessa missão que começa em novembro próximo.

Já explanei em outra oportunidade da necessidade de cadastrar todos os enxadristas competitivos e trabalhar na expansão do xadrez em todo o Estado, através da interiorização.

Mas me vejo agora diante de um novo desafio, talvez mais difícil que os acima citados, ou seja a oficialização dos Clubes de Xadrez junto à Federação e à Confederação Brasileira de Xadrez.  
Aqui em João Pessoa, a Academia de Xadrez Caldas Vianna, o Clube de Xadrez Miramar e o Clube Arte de Pensar, oficialmente falando, não participam da eleição e nem tomam decisões junto a Federação Paraibana de Xadrez, pelo simples fato de não serem filiados. E assim nas outras cidades do Estado.

Temos clubes e associações de xadrez em cidades como Esperança, Alagoa Grande, Guarabira, Patos que não têm filiação à Federação Paraibana de Xadrez .

Essa situação não pode e nem deve continuar. Os Estatutos da Federação Paraibana de Xadrez é de 2004 e de lá para cá muito coisa mudou e acredito que seja o momento de se fazer uma reforma. 

Uma vez eleito, na primeira reunião da Diretoria da futura gestão, estará na pauta essa importante decisão. Será analisada com responsabilidade. Desde já, pedimos aos clubes citados acima, que providenciem a formação de sua diretoria e que seja redigido os Estatutos do clube.

Não vamos nos bater diante desses aparentes obstáculos, pelo contrário, vamos enfrentá-los com disposição para que a Federação e os Clubes a ela filiados cresçam juntos, fortalecendo cada vez mais o xadrez paraibano.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Taça João Pessoa será sábado!

Troféu e medalhas do Torneio
Taça Cidade de João Pessoa
Neste sábado, a partir das 9 horas, começa no Clube de Xadrez Miramar, o Torneio Taça Cidade de João Pessoa. Serão 9 rodadas com o tempo de 15 minutos nocaute e vale Rating FIDE. Com premiação de 1200 reais, a inscrição é de 60 reais para homens e 50 reis para mulheres. O campeão receberá belo troféu e 350 reais. O vice terá 250 reais e medalhas e o terceiro 200 reais e medalha. Também serão premiados com 100 reais o melhor feminino, melhor até 2000, melhor até 1800 e melhor 1600. A direção do torneio é do MF Francisco Cavalcanti e arbitragem do AN Ivanilson Pereira e apoio da Federação Paraibana de Xadrez.